sexta-feira, 31 de julho de 2009
Bom Bocado, Teresina
O telefone correto da Bom Bocado, doces, lanches e salgados é 3221 7517.
O telefone que está no link (3221 7417) é da minha casa.
domingo, 19 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Mais Disco
USE DISCO
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
A ORIGEM DA FOFOCA
A sua origem remonta a épocas imemoriais, perdendo-se na noite misteriosa dos tempos. Dizem que surgiu no Jardim do Éden, logo após Adão e Eva terem comido do fruto proibido. A Serpente - causadora da expulsão do casal primordial do Paraíso -, não satisfeita, disse para Adão que ouviu dizer que Eva teria dito que achava o seu pinto pequeno. Se Adão acreditou, ou não, o certo é que logo depois tratou de cobri-lo com uma folha de parreira.
A palavra fofoca, usada nos nossos dias, sofreu mudanças com o passar dos séculos. Usava-se, a princípio, fuxico que vem do sânscrito “fujco” com o sentido de “ouvi dizer”. Daí, a derivação para o grego “phuxko” que traduz-se por “tá todo mundo sabendo”; pelo latim tardio “fulsicum” obtém-se a tradução “me contaram”. O termo chegou à terra dos bretões, quando da ocupação pelo Império Romano governado pelo imperador Adriano, traduzido para “fullshit” com o sentido de “você viu a merda que fulano fez?”
O fuxico alcançou grande notoriedade nas cortes européias, notadamente em França, ao tempo dos reis Luiz XIV e Luiz XV. Ali, era praticada com requinte aristocrático de causar inveja aos políticos da atualidade. Os nobres franceses denominavam “fois-tric” (pronuncia-se foá trique) às insinuações ouvidas de alguém que disse que alguém ouviu que uma pessoa contou que ouviu alguém dizer... Era tão difícil destrinçar a teia de um fois-tric que os envolvidos, quase sempre, perdiam a cabeça.
Dizem que foi um famoso escritor francês do século XVIII – omito o nome pra evitar confusão pro meu lado – quem primeiro fez um estudo científico sobre o tema. Em 1769 ou 1796 – quem me contou não sabe ao certo – escreveu o livro “Lê fois-tric c’est la mérde”, explorando com incrível riqueza de detalhes esse vasto e fascinante universo das futricas, como o termo ficou conhecido entre nós.
Ei, psiu! Escuta aqui: vocês sabem porquê Freud separou-se de seu discípulo Jung? Nem vos conto. Dizem que foi porque Jung estava escrevendo um tratado monumental que iria derrubar todas as teorias freudianas sobre a psique humana. Me disseram que a empregada de Jung, um dia, por curiosidade, viu sobre a mesa do escritório do renomado médico um manuscrito onde estava escrito: “Tratado Sobre a Futrica Como Gênese de Todas as Mazelas Humanas, Segundo me Contaram”. A empregada ficou tão curiosa que resolveu perguntar ao seu ex-patrão, doutor Charcot, sobre o significado daquele título tão instigante. Pronto. Foi o suficiente para que toda a comunidade científica da época tomasse conhecimento da obra. Menino, quando chegou aos ouvidos de Freud, ele ficou uma fera! A raiva dele era porque em conversas anteriores com Jung, havia lhe confidenciado que, na realidade, “tudo é futrica” e não “sexo” como supunha. Jung, que não é besta, pegou o gancho e começou a escrever sobre o tema. Quando Freud soube da “trairagem” de Jung, intrigou-se na mesma hora e disse-lhe que se ele tivesse vergonha não passasse na calçada da sua casa. O rompimento com o mestre fez com que Jung, com raiva, jamais publicasse o tratado. Há rumores de que o manuscrito teria ido parar na biblioteca particular de Adolf Hitler, que teria roubado de um amigo chamado Karl Haushoffer. Haushoffer era aquele mesmo que andava espalhando que os arianos seriam os descendentes dos gigantes que habitaram a Terra há muito tempo. Além de outras histórias que ele ouviu dizer. O resto, vocês já sabem no que deu. Um holocauto.
Há muito mais coisas por trás das coisas que nos são apresentadas como verdades irretocáveis. Existem segredos ocultos em cada lance do que acontece na vida particular e na vida das coletividades. A futrica, dizem, governa invisivelmente o mundo, que é uma teia enorme de fofocas aumentando a cada segundo.
Há sempre uma boca para fofocar e muitos ouvidos prontos para acolher, distorcer, aumentar e passar adiante. Todos querem dar sua contribuição.
Eu não quero ser gente se tudo isso não for a mais autêntica verdade.
Paulo Moura
Jornalista Ilustrador e Designer gráfico.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Poemas do Ano Inteiro
No céu de abril
Pássaros bebem vento
E se embriagam de liberdade.
MAIO
Maio traz nos ventos
Promessas de felicidade
E grinaldas desfraldadas.
JUNHO
Azul de junho
Rabiolas são espermatozóides
Fecundando a imaginação.
JULHO
Embrulhado em seu azul
Julho é dádiva preciosa:
Encher os olhos
E o coração de mar.
AGOSTO
Teresina em festa
Lava a alma
Com a chuva do caju.
SETEMBRO
No abraço de luz
E calor de setembro
Ipês amarelam fugazes
Mais belos.
OUTUBRO
Faço-me criança
Em desabalada carreira
Entre umbus, cajus e a mangueira
Plantados no quintal da lembrança.
NOVEMBRO
Nuvens de chumbo
Prenunciam inverno
Que só virá
Nas asas das formigas.
DEZEMBRO
Sorrisos, paz desejada
De novo no ar
Cheiro de terra molhada.
JANEIRO
Promessas de mudanças
Para os dias que se vêm
Adiando... adiando.
FEVEREIRO
Raios riscam os céus
Da Chapada do Corisco
Ascendendo medos.
MARÇO
Na volta às aulas
As lições de recomeço
Têm cheiro de livro novo
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Memória cor 2

DOIS MOMENTOS EM MAIO: Era 1991, depois de tomar uísque com Waldick Soriano, ouvi-lo cantar e contar causos, fiz a sua caricatura. O fotógrafo clicou no instante em que entrego o desenho para o Waldick, sob o olhar atento de Marinês Medrado. Se não me engano, ficamos bebendo à vida até umas 4 horas da manhã.
Memória cor 1
Memória P&B 5
Memória P&B 4
Memória P&B 3
Memória P&B
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Sagrano & Profado
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Toda nudez será divulgada
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Ficção da realidade
Desiderato
Éramos um exército descomunal de 500 milhões, prontos para partir ao sinal de ataque do SNC, o comando central. A operação fora planejada com antecedência e tudo se encaminhava para o sucesso da empreitada.
Um barulho, então, foi ouvido e uma agitação violenta tomou conta de tudo ao redor. Soara o alarme e, queira Deus, não seja um ato solitário que destruiria todas as nossas esperanças. Era um ato real e, prontamente, nos agrupamos para a missão. Sabíamos o que nos aguardava e estávamos conscientes da necessidade de sacrificar todo o contingente para o êxito de um.
Partimos em velocidade seguindo a Ordem pré-determinada. Nessas ocasiões, o tempo é demais precioso para nos determos em conjeturas ou divagações filosóficas. Nada a questionar, apenas seguir em frente com a determinação de guerreiros intimoratos.
Crescia a agitação e mais frenéticos tornavam-se os movimentos que nos impeliam a seguir o curso natural das coisas que são o que são. É assim desde sempre. À medida que o ritmo aumentava, ficávamos mais velozes. Luzes dardejavam ao redor revelando rubros canais por onde nos movíamos. Sons guturais reverberavam por todos os lados; gritos intraduzíveis agora misturam-se a gemidos e arquejos. A tudo ouvimos sem perder a concentração nem nos dispersar. Sabíamos que seria questão de segundos para o zênite e tudo indicava que seria sincrônico o inadiável ápice. E foi, deu-se glande espasmo e mergulhamos no íntimo da rosa pluriaberta que estava acoplada à torre de jaspe — isso lembrava o Cântico dos Cânticos. O exército colossal ocupara, enfim, o território.
E envolveu-nos uma densa escuridão.
(Continua na próxima semana)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O MEU VOTO VAI PARA...

Carta aberta para o meu candidato a vereador
Teresina, 24 de setembro de 2008
Meu vereador,
Não o nomeio aqui porque você sabe o meu voto. Já o declarei pessoalmente, pois tenho o privilégio de desfrutar da sua sincera amizade. Creia-me, não voto em você pela amizade; tenho vários amigos — de infância, inclusive — que disputam também uma vaga na Câmara Municipal de Teresina. Voto por acreditar no seu jeito novo de fazer política. Talvez não seja nova a sua maneira de encarar a vida pública e é provável que alguém já a tenha praticado alguma vez. Mas é o diferencial de qualidade: a sinceridade de propósitos.
A sua campanha é espartana; sua estrutura é quase nenhuma; promessas não existem; não há grupos ou financiadores ligados a você. Entretanto, estou certo de que estou votando em você mesmo.
Quem sou eu?! Ninguém importante. Sou apenas um cidadão com direito a voto. Sou eleitor. Mas eu prezo tanto pelo meu direito que você nem imagina. Não vendo nem troco o meu voto por favores ou benesses porvindouras. O meu voto é a expressão da minha consciência, a materialização da minha vontade e o meu desejo manifesto. Não se negocia desejo, vontade e consciência.
A cada eleição tenho a oportunidade de escolher meus representantes. Eleição no Brasil virou rotina democrática e eu me alegro muito com isto, pois já vivi numa época que não existiam eleições gerais e os ditadores de plantão decidiam por mim, por nós. Por isso acho deplorável a atitude dos “analfabetos políticos” que anulam o voto sem saberem, os imbecis, quão doloroso foi chegar até aqui; quantas lutas travadas; quantas vidas ceifadas; quantos desaparecidos nesse meu Brasil. Tudo isso para que todos nós tivéssemos a liberdade de escolher nossos representantes. Anular o voto é um desrespeito à memória desses heróis da democracia. É um desrespeito a si mesmo.
Tem toda uma história por trás de um voto, mas tem muito mais história depois de um voto. Eis a razão de eu prezá-lo tanto. Eis porque eu confio a você, meu vereador, o meu precioso e sagrado voto que pode não mudar muita coisa, porém, é a parte que me cabe exercer com responsabilidade e a certeza de fazer o que é certo.
Até a vitória diplomada! Senão, até a vitória de uma idéia!
Paulo Moura
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Volver a direita
Há muitos anos fiz as ilustrações do livro Aldeia Grande do Cineas Santos, todas desenhadas com a mão direita. Sou canhoto de nascimento e ainda bem que não apanhei na escola para aprender a escrever "direito". De repente, me deu na telha de desenhar com a destra. E blog é pra isso mesmo: botar as besteiras que a gente quiser.
Dextra
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Já assinei
Arte?
































